sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Parabéns ao santo!

O nosso querido padroeiro faz anos amanhã e o museu ao lado do quiosque da Sé está de portas abertas para o celebrar. A entrada é gratuita, entre as 10h00 e as 18h00. E depois venha descansar as pernas e matar a sede neste quiosque sempre ao seu dispor... Bom fim-de-semana!
Museu de Santo António Lisboa
Fotografia de Ana Luísa Alvim para a CML

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Small plates

Nuno Mendes, o chef português que se vai afirmando em Inglaterra e está a recuperar os sabores da sua infância na londrina Taberna do Mercado, passa a ter uma coluna mensal no The Guardian em Setembro. Já vai deixando o mundo de água na boca com o picadito algarvio e com os peixinhos da horta, faz questão de usar, por exemplo, anchovas dos Açores e nós gostamos muito disto.
“The food in Taberna do Mercado is different; it seems simple, but it’s not. It is poetic, complicated, nostalgic – he talks about creating dishes from “blurred memories”. “We, whether we like it or not, become ambassadors for our country … There are so many things being lost, little by little; there is lots of unemployment in Portugal, all these artisans losing their jobs. If you don’t act quickly on these things, it will be a sterile environment to go back to.” He pauses, looking a bit embarrassed. “I’m not even that patriotic.” (...)

Portugal is the great untold story of food, eclipsed by Spain and undervalued for its global impact (Goan food has a huge amount of common etymology). Its curiosities are relatively unknown; its custard tarts the main calling card. There are the gentler, sweeter cured hams from chestnut-reared pigs (“How can they call Iberian ham world-beating?”); croquettes of cuttlefish; alheira, king of the Portuguese sausage, made from game (“Taste that sourness; that’s fermentation, there’s no vinegar in there”); pink marlin; dried moray eel, a sea crop spreading from the Algarve to the Azores; tinned fish; langoustines; prawns; goose barnacles, crazy little creatures that you tug the skin off like a leg warmer; botollo sausage, made from the spine of a cow, which gave us the word “botulism”. At Taberna do Mercado, a lot of that is recreated, along with stews, mint hiding where you don’t expect it, cockle broth underneath runner bean fritters, “blurred memories from the way I ate in my childhood”. It is spectacular, but the emphasis is not on spectacle. “I want it to be a little portal into Portugal,” says Mendes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

"O sabor da nostalgia"

A revista culinária suíça Saisonküche dedicou nove páginas ao projecto que “começou uma tendência em Lisboa”, trazendo de volta os quiosques, “os refrescos quase esquecidos” e tantas “iguarias tradicionais”. Quis saber a receita do pastel de nata ou do de massa tenra, deliciou-se com a orchata, a ginjinha e as histórias dos quiosqueiros. Espantou-se ao ver como Mariana (do quiosque da “pitoresca Praça de São Paulo”) reconhece a clientela e se antecipa a tirar o café para aquela senhora de mini-saia, que passa todos os dias à mesma hora (“até dava para acertar o relógio por ela”). Gostou de saber que o xarope de limão para a limonada “é elaborado exclusivamente a partir de ingredientes naturais e com frutos maduros, o que lhe dá o velho sabor caseiro”. Afinal, “pesquisámos bibliotecas e arquivos, à procura das receitas originais", explica Catarina Portas.
“Todos os dias, uma bonita Ape de três rodas gira incansavelmente entre a cozinha e os quiosques, que abastece constantemente de produtos frescos. "Finalmente, há em Lisboa estes lugares onde se pode fazer uma refeição rápida por pouco dinheiro", disse Rosa, uma estudante de medicina que passa quase todos os dias no quiosque roxo na Praça das Flores, "aqui não há junk food, é tudo bom."
“Comprámos no ano passado o vermelho centenário à família proprietária, que entrou em contacto connosco, porque se queria certificar de que o quiosque ficava em boas mãos ", explica Catarina Portas. O nome da família, Castanheira, continua inscrito em letras grandes na fachada, e com quase 80 anos de idade, a ex-proprietária volta regularmente para um copo de ginginha. "O quiosque amarelo foi encontrado num armazém desmontado em peças. Foi restaurado e agora está no bairro de Alfama, logo abaixo da Sé catedral. "Nunca tinha havido um quiosque ali antes” admite Catarina "mas não se encaixa bem em frente da catedral?” De facto, já há quem acredite que ele sempre ali esteve.”

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Saisonküche

Por um dia, Catarina Portas serviu cafés - e de tudo um pouco - no Quiosque de Refresco de São Paulo, para a revista de culinária suíça Saisonküche. Oportunidade para falar daquilo que a nossa gente mais gosta de ter à mesa e acabar a dar receitas de iguarias que preparamos todos os dias para a nossa querida clientela. A jornalista Patricia Engelhorn ainda quis saber o que Catarina compra quando vai ao Mercado da Ribeira, acabou a descobrir peixes que nunca tinha visto antes na banca da Rosamar, e (só cá entre nós) nesse dia, na residência Portas, houve peixe com arroz de grelos para o jantar. Pedro Guimarães fotografou tudo, para a reportagem sobre "o sabor da nostalgia" lisboeta.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Outros tempos, a mesma esquina

Era assim a Praça de São Paulo antes de se ter lá instalado o belo quiosque que agora é um dos nossos:
"Segundo o olisipógrafo Norberto de Araújo, o sítio de São Paulo «Foi de seu princípio ribeirinho, sítio mercadejador, piedoso e turbulento. É coevo do Cata-que-farás e dos Remolares, vizinho actual da Ribeira Nova. [...] Remonta ao quinhentismo, extra-muros. Em 1550 não contava como freguesia; existia como formigueiro de mareantes. [...]
«Peço-te, antes de encerrarmos êste passo de jornada, que atentes bem na fisionomia dos prédios do lado Norte da Rua de S. Paulo, na ala paralela à linha do eléctrico. Têm ainda qualquer cousa de pitoresco e de ingénuo, integrada na fisionomia pura pombalina desta área; são relíquias modestas do primeiro período da reedificação da Rua de S. Paulo, cuja artéria, como aliás a Praça, não correspondem à topografia da primeira metade do século XVIII. E já agora, contempla o semblante das lojas dos adelos, em série, como em «rua direita» da provincia. Aspecto único em Lisboa. Pois bem curioso é êste sítio de S. Paulo - lisboetazinho puro.» (Norberto de Araújo, Peregrinações em Lisboa, vol. XIII, pp. 59-62)

Data(s): [séc. XIX] Fotografia: não identificado in AML."
Fonte: Lisboa de Antigamente

segunda-feira, 27 de julho de 2015

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Desde 2009 a ditar tendências

Que o diga a actriz Joana Seixas, na nossa esplanada da Praça de São Paulo, com os óculos da moda: