Segunda-feira: Abóbora com Laranja | Terça-feira: Couve Flor com Hortelã | Quarta-feira: Ervilhas com Coentros | Quinta-feira: Feijão Branco com Repolho | Sexta-feira: Courgete com Queijo.
Foto gentilmente cedida por Monte do Laranjal.
Praça Luís de Camões * Praça do Príncipe Real * Praça das Flores * Lisboa
Segunda-feira: Abóbora com Laranja | Terça-feira: Couve Flor com Hortelã | Quarta-feira: Ervilhas com Coentros | Quinta-feira: Feijão Branco com Repolho | Sexta-feira: Courgete com Queijo.
Foto gentilmente cedida por Monte do Laranjal.
Amor na vizinhança, pela vizinhança, para a vizinhança. Já em cena, até dia 25 de Novembro, OS DESASTRES DO AMOR Ou FORTUNA PALACE (uma adaptação e colagem de peças em um acto ou diálogos de Pierre de Marivaux), pelo Teatro da Cornucópia. De terça a sábado às 21h00 e domingo às 16h00.
"Felícia, uma viúva elegante e bem posta, madura e bem conservada, passa férias no Fortuna Palace, hotel de que é dona uma fada sua madrinha. Felícia quer ser feliz, honesta, e ao mesmo tempo encontrar o novo partido que resolva a sua situação económica. A madrinha, prepara-lhe uma lição dolorosa que lhe mostrará como é o mundo, coisa que ela parece desconhecer. Cruzar-se-á com o deus Amor e com várias personagens daquele micro-mundo de ricos e parasitas que brincam aos deuses do Olimpo. Chega a haver vítimas: a Modéstia e o pobre “escort” de luxo a quem chamam Apolo, deus das Artes são assassinados. Felícia aprende a resignar-se à desilusão. O amor não tem lugar naquele Fortuna Palace. É uma comédia que pareceria dos nossos dias se eles tivessem tempo e espaço para pensar nestas coisas."
A bebida, uma das preferidas no Magrebe, dá o nome ao mais recente livro de José Rentes de Carvalho (Vila Nova de Gaia, 1930) publicado em Portugal, um conjunto de "recordações e outras fantasias" em formato de crónica, metade das quais epistolares, ao longo do qual o escritor expõe ideias e faz confissões, numa conversa onde quase se consegue escutar a respiração de quem as lê.
De preferência na companhia de um mazagran: "um copo grande cheio até mais de um terço com café forte, um volume igual de água gasosa, muito açúcar, uma rodela de limão", e "quando o Profeta abranda a sua vigilância junta-se-lhe um cálice de conhaque"."
Da recensão de Isabel Lucas no ípsilon de sexta-feira passada. A crítica literária estará no Quiosque de Refresco do Príncipe Real, com o colega João Bonifácio, para apresentar o último livro de José Rentes de Carvalho. No sábado, às 16h00.
José Rentes de Carvalho nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia, onde viveu até 1945. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris.
Em 1956 passou a viver em Amesterdão, na Holanda, como assessor do adido comercial da Embaixada do Brasil. Licenciou-se (com uma tese sobre Raul Brandão) na Universidade de Amesterdão, onde foi docente de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988.
Em 2012 foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/Câmara Municipal de Castelo Branco 2010-2011 com o livro "Tempo Contado."
«Uma das maiores surpresas literárias recentes.»
Filipa Melo, Sol
«Uma escrita que pede meças aos grandes mestres da nossa língua e atinge por vezes a qualidade narrativa dos grandes escritores» António-Pedro Vasconcelos
“Mesmo quando não se trata de um romance, registo em que o autor é magistral, o melhor de um livro de Rentes de Carvalho é tudo. A escrita elegante, a bagagem lexical digna de um Aquilino em trânsito pela cidade ou a semântica com sentidos que se estendem para lá do óbvio. E depois há a ironia, o humor refinado, o tom tão cosmopolita quanto telúrico, provável eco da constante divisão do autor entre Trás-os-Montes e a Holanda. Esse eco, de certo modo, faz de Rentes de Carvalho um António Variações das letras – com Braga em Estevais de Mogadouro e Nova Iorque em Amesterdão –, capaz dos parágrafos mais elaborados mas com a exuberância disfarçada de contenção, como quem se limita a estar à conversa numa mesa de café, esbanjando elegância e cultura em doses generosas e discretas.” Sara Figueiredo Costa, Time Out.