segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sopas em trânsito

Já partiu da cozinha central para os nossos quiosques a deliciosa e fumegante sopa do dia, onde brilham a Cenoura e o Agrião. Amanhã será dia de Cogumelos com Salsa e Aipo, na Quinta-feira há Feijão Manteiga com Batata Doce e na Sexta Alho Francês com Maçã. Sempre acompanhadas de uma fatia da radiosa broa de milho. Boa semana, bom apetite!

sábado, 27 de outubro de 2012

Conversa rente ao escritor

A propósito do lançamento do livro Mazagran de José Rentes de Carvalho, esta tarde houve conversa no Quiosque de Refresco do Príncipe Real. O autor não pode sentar-se à mesa connosco mas Margarida Ferra (da Quetzal Editores) e os críticos literários Isabel Lucas e João Bonifácio levaram-nos numa viagem de Trás-os-Montes à Holanda, passando pelo Brasil, a propósito da sua obra notável. António Pedro Vasconcelos e Rui Lagartinho também falaram da sua convivência com o escritor e todos os presentes desfrutaram do mazagran em versão refresco. E venderam-se livros, muitos deles autografados por Rentes de Carvalho; "romeiro sem romaria."

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Crónicas para beber

"A verdade continua a não ser o mais importante. Importante é o jogo que vai mantendo com a memória para o qual o autor convoca o leitor enquanto lhe serve um mazagran.

A bebida, uma das preferidas no Magrebe, dá o nome ao mais recente livro de José Rentes de Carvalho (Vila Nova de Gaia, 1930) publicado em Portugal, um conjunto de "recordações e outras fantasias" em formato de crónica, metade das quais epistolares, ao longo do qual o escritor expõe ideias e faz confissões, numa conversa onde quase se consegue escutar a respiração de quem as lê.

De preferência na companhia de um mazagran: "um copo grande cheio até mais de um terço com café forte, um volume igual de água gasosa, muito açúcar, uma rodela de limão", e "quando o Profeta abranda a sua vigilância junta-se-lhe um cálice de conhaque"."

Da recensão de Isabel Lucas no ípsilon de sexta-feira passada. A crítica literária estará no Quiosque de Refresco do Príncipe Real, com o colega João Bonifácio, para apresentar o último livro de José Rentes de Carvalho. No sábado, às 16h00.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Variações da escrita

José Rentes de Carvalho nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia, onde viveu até 1945. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris. Em 1956 passou a viver em Amesterdão, na Holanda, como assessor do adido comercial da Embaixada do Brasil. Licenciou-se (com uma tese sobre Raul Brandão) na Universidade de Amesterdão, onde foi docente de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988. Em 2012 foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/Câmara Municipal de Castelo Branco 2010-2011 com o livro "Tempo Contado."

«Uma das maiores surpresas literárias recentes.» Filipa Melo, Sol

«Uma escrita que pede meças aos grandes mestres da nossa língua e atinge por vezes a qualidade narrativa dos grandes escritores» António-Pedro Vasconcelos

“Mesmo quando não se trata de um romance, registo em que o autor é magistral, o melhor de um livro de Rentes de Carvalho é tudo. A escrita elegante, a bagagem lexical digna de um Aquilino em trânsito pela cidade ou a semântica com sentidos que se estendem para lá do óbvio. E depois há a ironia, o humor refinado, o tom tão cosmopolita quanto telúrico, provável eco da constante divisão do autor entre Trás-os-Montes e a Holanda. Esse eco, de certo modo, faz de Rentes de Carvalho um António Variações das letras – com Braga em Estevais de Mogadouro e Nova Iorque em Amesterdão –, capaz dos parágrafos mais elaborados mas com a exuberância disfarçada de contenção, como quem se limita a estar à conversa numa mesa de café, esbanjando elegância e cultura em doses generosas e discretas.Sara Figueiredo Costa, Time Out.

Rosa sobre quiosque... rosa

Os quiosqueiros gostam sempre de receber a visita dos vizinhos e amigos, como o Maurício Fernandes d' O Nome da Rosa. Aqui numa produção com Lavradio Design para a Lisbonweek. O ano inteiro, belíssimas flores ao atravessar da rua...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Apresentação no Príncipe Real

O LIVRO DO DIA TSF: O mazagran, é sabido, é uma bebida. Neste caso, explica o autor, é também um convite. Rentes de Carvalho convida os leitores para se sentarem com ele à mesa para uma amena cavaqueira. Sirva-se então o mazagran: «um copo grande cheio até mais de um terço com café forte, um volume igual de água gasosa, muito açuca, uma rodela de limão.» E acrescenta Rentes de Carvalho, dado que esta é uma bebida muito popular no Magrebe: «Quando o Profeta abranda a sua vigilância junta-se-lhe um cálice de conhaque. Bebe-se quente no inverno e quase gelada nos dias de calor.»

Um Mar de Xarope

Quando o Pato Lógico lançou o livro MAR n' A Vida Portuguesa, o Quiosque de Refresco não podia deixar de estar presente. Porque o xarope é o sabor do Verão.