quarta-feira, 11 de maio de 2011

Portugal – Que futuro?

"Catarina Portas, Pedro Lomba, Jacinto Lucas Pires e Joana Vasconcelos vão reflectir sobre o futuro do país hoje, às 19h00, no Auditório da Renascença, em Lisboa. É o quinto e último debate do ciclo "Portugal – Que futuro?", iniciativa que se insere nas comemorações do 75º aniversário da Renascença. O debate vai ser moderado por Raquel Abecasis, é aberto à participação de todos e pode ser acompanhado em directo em http://rr.sapo.pt."

Da universidade para o quiosque


Para Catarina Portas, assumir que o ensino universitário é o único caminho "é um erro". Catarina Portas começa por dizer que não tem um curso, mas a verdade é que tem muitos. Pode nunca ter frequentado uma licenciatura mas, desde os 16 anos, altura em que deixou a escola para trabalhar como aprendiz num atelier de chapelaria, não parou de aprender.

"Tudo o que fiz na vida é-me útil hoje em dia", explica a empresária. "Trabalhei na área da moda, que é muito importante para aquilo que hoje faço com os produtos" à venda na loja A Vida Portuguesa", exemplifica. Quer fosse a fazer chapéus para a Christian Dior ou a trabalhar como jornalista para a revista "Marie Claire", a moda foi uma etapa. Mais uma, numa vida ainda preenchida pelo jornalismo de imprensa, rádio e televisão, pelos documentários e pelo empreendedorismo.

Pelo meio, Catarina Portas, uma "autodidacta" assumida, foi fazendo as formações que lhe pareciam "interessantes para enveredar por outros caminhos".
"Uma das razões porque os meus negócios têm sucesso é porque sou muito livre a pensar", considera a empresária. Uma liberdade que, mais uma vez, pôs em prática quando se dedicou à loja "A vida portuguesa", que já tinha quando combinou com João Regal, sócio-gerente do DeliDelux, que fariam um curso de gestão que fosse compatível com os seus horários. Escolheram a Universidade Nova de Lisboa e "foi durante o curso que propus ao João a ideia dos quiosques", revela Catarina Portas.

A empresária critica a ideia de que "o único caminho é o universitário" e diz que pensar assim "é um erro". Aliás, está a trabalhar num projecto, para apresentar no orçamento participativo de Lisboa, de aprendizado na Baixa de ofícios tradicionais como joalharia e modista. Tudo porque "é das coisas mais dignas e maravilhosas uma pessoa fazer coisas com as mãos". O que Catarina Portas valoriza, quando contrata um recém licenciado, é a possibilidade de crescimento da pessoa. "Interessa-me também perceber se é empreendedora e tento muito que as pessoas fiquem". Andrea Duarte, Diário Económico, 3 de Maio 2011.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Instruções


Felizmente, as nossas sopas dispensam instruções. É só pedir, beber e desfrutar (a acompanhar da bela broa de milho, para um colorido completo). Hoje há Creme de Cenoura, amanhã de Curgete, quarta de Feijão Verde, quinta de Grão com Espinafres e sexta de Cogumelos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Camões 6

Nós aqui acreditamos que o fim-de-semana foi feito para desenhar - de preferência entre goles de refresco. É pôr os olhos nos desenhos de Mário Linhares, Marta Piedade e Marta Pinheiro.






quarta-feira, 4 de maio de 2011

Camões 5

O quiosque do Camões pela pena (e a colagem) de Lisete Fernandes, Mafalda Castro, Mariana Anjos e Mariana Coutinho. Desfrutam-se como refrescos.




segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fresquinhas!

Olha as sopas da semana! Fresquinhas! Hoje Creme de Ervilhas, amanhã Abóbora, quarta Bróculos, quinta Alho Francês e sexta Feijão Branco com Presunto. E a deliciosa broa de milho - não pagam mais por isso...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ginginha com Ela


Este domingo venha comemorar o Dia da Mãe com ela e uma ginginha Espinheira (que "é sempre a primeira" e aqui também a única).

Conta a lenda que foi um monge da Igreja de Santo António, Francisco Espinheira, que experimentou deixar ginjas a macerar em aguardente, acrescentando açúcar, água e canela. E foi no muito castiço balcão da Ginginha do Largo de São Domingos, ainda hoje no mesmo canto do Rossio, fundada em 1840 por um galego empreendedor, que se começou a servir aquela que se viria a tornar a mais típica bebida lisboeta. Hoje, o negócio desta bebida, prima do kirsh e do marrasquino, vai na quinta geração, seleccionando as melhores ginjas (prunus ceresus) e garantindo os 4 meses de repouso para uma produção de 150.000 litros anuais, muitos deles exportados. Bebida doce e saborosa, serve-se tradicionalmente “com elas” ou “sem elas”, segundo o freguês goste ou não de trincar a fruta curtida no fundo do copo. Uma delícia que confirma os versos escritos há mais de um século no balcão da Espinheira: “É mais fácil com uma mão dez estrelas agarrar, fazer o sol esfriar, reduzir o mundo a grude, mas ginja com tal virtude é difícil de encontrar.”

Foto: Ricardo Santeodoro.