segunda-feira, 2 de maio de 2011
Fresquinhas!
Olha as sopas da semana! Fresquinhas! Hoje Creme de Ervilhas, amanhã Abóbora, quarta Bróculos, quinta Alho Francês e sexta Feijão Branco com Presunto. E a deliciosa broa de milho - não pagam mais por isso...
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Ginginha com Ela

Este domingo venha comemorar o Dia da Mãe com ela e uma ginginha Espinheira (que "é sempre a primeira" e aqui também a única).
Conta a lenda que foi um monge da Igreja de Santo António, Francisco Espinheira, que experimentou deixar ginjas a macerar em aguardente, acrescentando açúcar, água e canela. E foi no muito castiço balcão da Ginginha do Largo de São Domingos, ainda hoje no mesmo canto do Rossio, fundada em 1840 por um galego empreendedor, que se começou a servir aquela que se viria a tornar a mais típica bebida lisboeta. Hoje, o negócio desta bebida, prima do kirsh e do marrasquino, vai na quinta geração, seleccionando as melhores ginjas (prunus ceresus) e garantindo os 4 meses de repouso para uma produção de 150.000 litros anuais, muitos deles exportados. Bebida doce e saborosa, serve-se tradicionalmente “com elas” ou “sem elas”, segundo o freguês goste ou não de trincar a fruta curtida no fundo do copo. Uma delícia que confirma os versos escritos há mais de um século no balcão da Espinheira: “É mais fácil com uma mão dez estrelas agarrar, fazer o sol esfriar, reduzir o mundo a grude, mas ginja com tal virtude é difícil de encontrar.”
Foto: Ricardo Santeodoro.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Leituras refrescantes
terça-feira, 19 de abril de 2011
Contra a crise, trabalho e doce

"Os tempos difíceis não assustam Daniel Roldão. Em 2005, o engenheiro zootécnico de 37 anos criou a Sabores de Santa Clara para colocar nas prateleiras das lojas gourmet o rebuçado de ovo de Portalegre, um doce tradicional alentejano cuja receita se mantinha escondida nas cozinhas familiares da região. (...)
Para além dos rebuçados de ovo de Portalegre e dos Eggos, a pequena empresa alentejana também produz dois xaropes (de capilé e groselha) em parceria com a Quiosques do Refresco, empresa de Catarina Portas e João Regal. Emprega directa e indirectamente cerca de 20 pessoas e até ao final do Verão quer lançar quatro novos produtos. No total, tem 15 em fase de testes.
"Sim estamos a viver uma crise, mas a nossa postura não pode passar apenas por esta constatação. Nestes tempos surgem novas oportunidades e isso traduz-se em mais criatividade", defende Daniel Roldão. E acrescenta: "A nossa perspectiva é de imenso trabalho".
Com o mercado doméstico a sofrer uma grave contracção económica, o objectivo é chegar a outros destinos. Estamos a namorar o mercado internacional", revela, referindo-se em concreto aos Eggos.
Produtos adequado ao gosto. No total dos produtos comercializados pela Sabores de Santa Clara o peso das exportações "não é expressivo", mas há negociações em curso para reforçar presença além fronteiras. "O Xarope de Capilé, por exemplo, tem um gosto árabe. Os russos gostam muito de doces, tal como os brasileiros. Estamos a explorar esse leque de possibilidades, adequando sempre o produto ao paladar do consumidor", diz o responsável da companhia. (...)
Agora, a prioridade de Daniel Roldão é conseguir produzir com matérias-primas nacionais, mas nem sempre é fácil encontrar ingredientes e fornecedores em Portugal. O empresário alentejano defende que é preciso "criar a necessidade" e exemplifica: "Não havia groselha disponível e nós decidimos plantar 1,5 hectares para poder colher daqui a um ano e meio. Vamos ter Xarope de Groselha, com a fruta amadurecida com o nosso sol."
Jornal "Público" 17 de Abril 2011, secção de Economia. Texto de Ana Rute Silva. Fotografias de Rui Gaudêncio.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Comer com os olhos

Celebramos o regresso das sardinhas - seja em versão para assar ou comer com os olhos. Gostamos especialmente desta criação de João Leal Pereira, com um dos poetas que nos pisca o olho todos os dias, mas há mais para descobrir aqui.
Sopa a sopa
A semana abre com uma perfumada sopa de Abóbora e prossegue com o verde pujante das Ervilhas amanhã. Quarta é dia de creme de Bróculos, quinta de Alho Francês e sexta de Feijão branco com Presunto. Faça chuva ou faça sol, estamos cá para o que der e vier!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Dois anos na imprensa nacional
Na imprensa portuguesa, os Quiosques de Refresco também fizeram correr tinta ao longo destes dois anos. A Visão descreveu o projecto como “um verdadeiro incentivo à locomoção e ao convívio social ao ar livre”, o Público notou que “a comida segue a mesma lógica de fidelidade aos sabores lisboetas” , o DN gabou serem “tudo produtos portugueses, tudo sabores tradicionais”. A Time Out de Lisboa proclamou a nossa “a melhor limonada do mundo”. E nós ficámos deliciados com a crónica "Ainda ontem" de Miguel Esteves Cardoso no Público (a 29 de Abril de 2009):
"Mais Catarina já! Assim como há raivas atravessadas na garganta, à espera de serem cuspidas cá para fora com um amargo que envenena com o tempo, também há louvores que, de tanto nos adoçarem o coração, nos vamos recusando a soltar, guardando-os só para nós.
Comigo é assim com a Catarina Portas. Gosto dela há mais de 20 anos e admiro tudo o que ela faz e não faz. À portuguesa, digo-o a toda a gente menos a ela. Chega. Ontem, no P2, maravilhei-me a ler o artigo sobre os três quiosques da Catarina em Lisboa, escritos e descritos por Alexandra Prado Coelho, ainda por cima. São difíceis de escrever estes elogios. Parecemos bolinhas de amor à espera de serem injectadas por uma chuva de setas ácidas que sibilam “Mas o que é que nós temos a ver com isso?” No caso da Catarina, muito. Mesmo que visite Lisboa de vez em quando, o trabalho dela melhora instantaneamente a qualidade estética e sensual do nosso dia-a-dia.
Como é cosmopolita, sabe escolher e readaptar, sempre para melhor, os pedaços mais aprazíveis e civilizados da vida portuguesa. É esse o nome da loja dela e assenta-lhe bem, com toda a inteligência, elegância e imaginação da autora e dona. Como é de esquerda, consegue livrar-se do elitismo e da nostalgia que costumam contaminar estas recuperações. Os refrescos e as sanduíches são exclusivos e deliciosos, mas, crucialmente, também são baratas e acessíveis a todos. Suspiro. Pela primeira vez tenho pena de não viver em Lisboa outra vez."
"Mais Catarina já! Assim como há raivas atravessadas na garganta, à espera de serem cuspidas cá para fora com um amargo que envenena com o tempo, também há louvores que, de tanto nos adoçarem o coração, nos vamos recusando a soltar, guardando-os só para nós.
Comigo é assim com a Catarina Portas. Gosto dela há mais de 20 anos e admiro tudo o que ela faz e não faz. À portuguesa, digo-o a toda a gente menos a ela. Chega. Ontem, no P2, maravilhei-me a ler o artigo sobre os três quiosques da Catarina em Lisboa, escritos e descritos por Alexandra Prado Coelho, ainda por cima. São difíceis de escrever estes elogios. Parecemos bolinhas de amor à espera de serem injectadas por uma chuva de setas ácidas que sibilam “Mas o que é que nós temos a ver com isso?” No caso da Catarina, muito. Mesmo que visite Lisboa de vez em quando, o trabalho dela melhora instantaneamente a qualidade estética e sensual do nosso dia-a-dia.
Como é cosmopolita, sabe escolher e readaptar, sempre para melhor, os pedaços mais aprazíveis e civilizados da vida portuguesa. É esse o nome da loja dela e assenta-lhe bem, com toda a inteligência, elegância e imaginação da autora e dona. Como é de esquerda, consegue livrar-se do elitismo e da nostalgia que costumam contaminar estas recuperações. Os refrescos e as sanduíches são exclusivos e deliciosos, mas, crucialmente, também são baratas e acessíveis a todos. Suspiro. Pela primeira vez tenho pena de não viver em Lisboa outra vez."
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